À deusa de mil rostos
- Maria Aline

- 2 de out. de 2025
- 1 min de leitura

Deusa que tem mil rostos e mora em todas as águas, no vento que sopra, na firmeza da terra e no fogo que transforma chamo por Ti com o nome que meu coração conhece.
Sejas Iemanjá, Hécate, Ísis, ou apenas Silêncio,
entra agora na minha presença como luz que não cega, como sombra que não assusta.
Guia meus passos quando eu não souber o caminho.
Acalma minhas águas quando meu peito for tempestade.
Ilumina minhas escolhas com tua sabedoria antiga, para que eu não me perca de mim mesma.
Protege-me das palavras que ferem, dos inimigos que não vejo, dos pensamentos que me diminuem, das armadilhas que o medo arma em silêncio.
Desata os nós do que me prende.
Mostra o fio que me liga ao meu destino.
Dá-me coragem para dizer “não” quando for preciso, e compreensão para dizer “sim” quando meu coração pedir.
Sei que estás nas marés e nas estrelas,
mas também na minha voz cansada,
no meu corpo e nos meus sonhos.
Deusa de mil nomes, tu que és Mãe, Anciã, Donzela e tudo mais que escapa às palavras, fica comigo na escuridão da noite e na luz do dia e quando eu esquecer quem sou, me lembra com um sopro, uma estrela, uma canção.
Porque eu também sou tua criação.
E em mim tua luz renasce todos os dias.
Amém. Axé. Aho. Assim é.
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