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À deusa da magia

  • Foto do escritor: Maria Aline
    Maria Aline
  • 6 de out. de 2025
  • 1 min de leitura

Deusa de mil nomes,

Senhora dos tempos e dos ventres,

tu que sussurra nos sonhos e dança entre as estrelas, escuta agora a minha alma que chama.


Desvenda o véu dos mistérios, aquele que cobre o que já vive em mim, mas que o esquecimento da matéria tenta calar.

Permite que eu sinta, não com os olhos da carne, mas com a memória da alma.


Permite que eu mergulhe, não na superfície do mundo, mas na correnteza invisível da magia

que atravessa os séculos e habita meu sangue.

Guia meus passos com o mapa das estrelas antigas, com os sinais que só o coração reconhece.


Deixa que eu me lembre dos ensinamentos de outras vidas, das danças que fiz à beira do fogo,

das palavras que cantei ao vento, dos juramentos sagrados que fiz sob luas cheias.

Revela o que está oculto, não para que eu controle, mas para que eu compreenda.


Protege este corpo e este espírito com tua força que cria e transforma, com tua presença que ilumina e silencia.


Que minha intuição seja tua voz.

Que minha arte seja teu espelho.

Que meu caminho seja tua passagem.


Deusa que és todas e és uma, deusa que és a essência do próprio universo, vive em mim como chama acesa, como rio que volta ao mar,

como lembrança que desperta.


Hoje, peço:

que eu me lembre de quem sou e de tudo que já fui, nesta vida, nas outras, no eterno.


Assim é.

Assim será.

Assim sempre foi.


 
 
 

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